Destinos regionais serão a aposta do turismo pós-pandemia

Embora haja dúvidas sobre como será o setor turístico com o fim da COVID-19, inovações trazidas pela pandemia já dão sinais de permanência mesmo após o controle da doença

Cada pessoa possui gostos únicos e pode se interessar por hobbies específicos. Contudo, mesmo diante de tanta diversidade, viajar parece ser uma atividade unânime. É difícil encontrar alguém que não goste de pegar uma mala e conhecer novos lugares e culturas.

A pandemia impactou diversos segmentos econômicos e ainda é cedo para apontar com segurança quais serão as mudanças que vão permanecer em cada um deles mesmo quando a COVID-19 estiver contida mundialmente.

No turismo, a principal aposta de analistas e investidores do setor é que as viagens locais devem ganhar força no cenário pós-pandemia. Por isso, antes de comprar passagem, confira quais serão as principais tendências na hora de viajar.

Distâncias mais curtas

De acordo com a plataforma Booking, os brasileiros percorreram apenas 569 quilômetros por reserva em 2020 (em comparação aos 1.557 quilômetros em 2019). Isso evidencia que a pandemia afetou especialmente as viagens mais longas e privilegiou destinos mais próximos.

Esse site também aponta que, entre junho e agosto de 2020, 84% da distância total percorrida ocorreu no interior do território nacional número que correspondia a apenas 32% no mesmo período de 2019. 

Mesmo com essas mudanças, os grandes centros urbanos continuaram sendo os destinos com mais reservas no ano passado – São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Gramado (RS), Curitiba (PR) e Brasília (DF).

Esse fenômeno dá a oportunidade de as pessoas conhecerem melhor o entorno dos lugares em que moram e, às vezes, redescobrirem locais visitados no passado, vendo o quanto eles mudaram desde então.

Intensificação da limpeza

Outra aposta é que o setor do turismo siga investindo mais fortemente na higienização de diferentes espaços, como hotéis, pousadas, agências turísticas, estações rodoviárias, ônibus, entre outros.

Também há a previsão de que o álcool em gel siga sendo encontrado facilmente nesses locais. Essa é uma herança simples e super eficiente deixada pela pandemia que pode permanecer mesmo quando ela estiver sob controle.

Comprovante de vacinação

Analistas também apontam que o comprovante de vacinação contra a COVID-19 se tornará um documento tão essencial quanto RG ou passaporte. Especialmente nos primeiros meses após a pandemia, deve ser grande a fiscalização para que apenas pessoas vacinadas possam circular e utilizar serviços turísticos.

No mês de abril de 2021, os ministros da Saúde e do Turismo estabeleceram uma parceria para incentivar o uso do certificado digital de vacinação por prefeitos e governadores. Esse documento dá mais garantias de que o setor do turismo possa retomar suas atividades com mais segurança.

A IATA (Associação Internacional de Transportes Aéreos) já está criando um aplicativo de celular que vai permitir aos passageiros ter o seu passaporte de saúde. A expectativa é que ele facilite a circulação de pessoas a partir de um estabelecimento de rede de dados integrados.

Fazem parte da rede, por exemplo, companhias de ônibus, governo nacionais e laboratórios médicos em diferentes partes do mundo. Além disso, o uso do passaporte de saúde também pode ser estendido a eventos e shows, por exemplo.

Mais digitalização

Outro processo decorrente da pandemia de COVID-19 é o aumento da digitalização de serviços como um todo, desde transferências bancárias até aulas e trabalho remoto, comércio online e vídeochamadas.

O turismo também é um desses setores. Especialmente no turismo corporativo, a aposta é que haverá cada vez mais digitalização de compra de passagens, reservas em hotéis e pousadas. Na prática, isso vai agilizar o processo interno das empresas em relação à organização de viagens.

Espaços ao ar livre

Uma tendência que já ganhou força no ano de 2020 e deve se intensificar ainda mais com o fim da pandemia é a busca por lugares ao ar livre, sobretudo aqueles que privilegiam o contato com a natureza: praias, cachoeiras, trilhas, montanhas, entre outros.

Mesmo quando a população estiver vacinada, a expectativa é que elas sigam buscando esses lugares em detrimento dos espaços fechados. A preferência está relacionada à intenção de reduzir a disseminação de doenças a partir da aglomeração de pessoas em locais com menor circulação de ar.

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