Saiba por que ainda não é o momento de parar de usar máscaras

Mesmo com o avanço da vacinação contra COVID-19, as máscaras ainda são necessárias para proteção; entenda 

As máscaras se tornaram itens tão comuns no dia a dia da população durante a pandemia de coronavírus que é considerada praticamente um item de vestimenta. Não é difícil ver pessoas com máscaras decoradas ou combinando ao andar na rua. Mesmo assim, muita gente não vê a hora de poder deixar a proteção facial de lado e respirar livremente de novo.

O que causa confusão em alguns é o fato de as máscaras ainda serem necessárias mesmo com a vacinação já ocorrendo no país. Isso acontece, principalmente, porque as vacinas ajudam a controlar o número de casos graves, mas apenas quando amplamente aplicadas. Entenda um pouco mais sobre isso. 

Por que ainda é preciso utilizar máscaras?

Como citado, a principal razão é simples: mesmo que a vacinação contra COVID-19 já tenha começado, é preciso que uma grande parte da população esteja vacinada completamente para que o número de casos da doença, de fato, comece a cair.

Vale lembrar que as vacinas não evitam que o vírus seja disseminado e a contaminação aconteça, mas sim que a pessoa doente tenha menos complicações de saúde ou risco de morte ao contraí-la. 

Isso quer dizer que mesmo pessoas vacinadas podem estar com o vírus e passar para outras, que podem não ter sido imunizadas e, consequentemente, ainda correm risco de desenvolver complicações. As máscaras de proteção continuam sendo necessárias para evitar que esse tipo de situação aconteça. 

É por isso também que especialistas de todo o mundo explicam que os efeitos da vacinação só serão sentidos, na prática, quando grande parte da população estiver vacinada e totalmente imunizada, pois, assim, mesmo que a pessoa esteja contaminada, não corre o risco de causar problemas sérios a outras. 

Baixa cobertura vacinal

Outra razão para que a máscara ainda seja necessária é a baixa porcentagem de pessoas vacinadas no Brasil. Mesmo com a vacinação ocorrendo diariamente, o país ainda não atingiu uma boa quantidade de pessoas plenamente vacinadas, o que possibilitaria o fim da obrigatoriedade da máscara.

Outros locais do mundo já flexibilizaram o uso da máscara de proteção, como o uso apenas em locais fechados ou nem isso. A maior parte desses países ou cidades o fizeram por conta da grande quantidade de pessoas vacinadas.

É o caso da cidade de New York, nos Estados Unidos, em que mais de 80% da população já foi vacinada e agora vacina também turistas e estrangeiros pelas ruas da cidade. 

Dessa forma, seguindo o exemplo de outros locais, a flexibilização ainda não é possível por conta dessa baixa cobertura vacinal no território brasileiro. 

Quando será possível tirá-las?

Ao que tudo indica, e observando o que outros países com situação mais controlada da pandemia fizeram, as máscaras deixarão de ser necessárias quando houver uma cobertura vacinal maior. A porcentagem necessária, entretanto, não é um consenso. Muitos especialistas consideram que o correto seria ocorrer a flexibilização quando 80% da população estiver vacinada.

Também vale considerar que em outras partes do mundo essa flexibilização não foi feita de maneira uniforme. Cidades e estados com a vacinação mais avançada puderam flexibilizar o uso das máscaras, mas ela ainda continua sendo necessária em alguns casos. 

Dessa maneira, o que é esperado frente à situação atual é que a flexibilização aconteça daqui ainda a um tempo, quando a vacinação estiver mais avançada. Mesmo assim, é de se esperar que a proteção continue sendo necessária por mais um período após isso, já que os resultados da vacinação (como diminuição do número de mortos) acontece algumas semanas após seu início. 

Ou seja, as máscaras continuarão sendo item essencial ainda nos próximos meses. E o uso dessa proteção é primordial tanto para a segurança individual quanto para a coletiva, já que ajuda na diminuição do contágio.

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