Cachorro pega coronavírus?

Quando o mundo registrou os primeiros casos de coronavírus, ainda sabíamos muito pouco sobre o comportamento do vírus. No entanto, a comunidade científica internacional começou, imediatamente, a estudar para traçar estratégias de combate ao Covid. Por isso, todos os dias surgem novas informações sobre o assunto.

As notícias ainda confundem os tutores de cães e gatos, pois todo dia alguém fala alguma coisa diferente sobre o coronavírus e os animais domésticos. Eles pegam a doença? Podem transmitir entre eles? E para os humanos? Correm risco de morte? Precisam usar máscara? Vai ter vacina para pet?

São muitas perguntas, mas uma pesquisa divulgada pela Universidade Federal do Paraná (UFP) pode ser o começo das respostas. O estudo confirmou a presença do vírus em dois cães que vivem em casas onde havia pacientes em isolamento por conta da doença.

Motivo para pânico? Segundo os especialistas, não. A pesquisa testou animais domésticos em Curitiba, Belo Horizonte, Campo Grande, Recife, São Paulo e Cuiabá e concluiu que os casos positivos em cães são raros. Além disso, não há evidências de que eles sejam transmissores ou apresentem sintomas.

Gatos são mais suscetíveis que cães

Segundo algumas publicações, os gatos têm mais chances de contrair a doença do que os cães — o primeiro caso em pets no Brasil foi em uma gata. Também há suspeitas de que eles possam transmitir a doença para outros felinos, mas não para cachorros ou humanos.

No entanto, não há evidências que mostram que cães ou gatos desenvolvam formas graves da doença e corram riscos de vida por conta dela. Pelo contrário, eles não costumam ter sintomas, embora alguns possam sentir desconforto respiratório ou digestivo. Em geral, os animais eliminam o vírus do organismo em poucos dias.

Em um dos casos mapeados pela UFP a tutora, que estava com coronavírus, tinha quatro cães e apenas um foi infectado. Além disso, em várias outras casas cujos donos foram positivados, os animais testaram negativos. Os casos confirmam a hipótese de que a transmissão entre eles não é tão provável.

Ao que tudo indica, são os humanos que passam o vírus para os animais. E o inverso não parece ser verdadeiro. Por isso, os animais não precisam usar máscara nem nada do tipo. Nós é que precisamos fazer isso.

Além disso, os passeios não são contraindicados, pois são fundamentais para a saúde  física e mental dos cães, especialmente os que vivem em espaços pequenos, como apartamentos. No entanto, reforçar as medidas de higiene com os animais, após os passeios, é uma boa ideia.

É pouco provável que os animais levem o vírus para casa, mas é sempre garantir que eles não o espalhem pelas patinhas, por exemplo. Existem produtos específicos para fazer isso, como álcool em gel apropriado para animais. A versão para humanos não é recomendada, pois pode causar reações alérgicas nos pets.

Cuidar da gente é cuidar dos pets

Apesar de vários países já terem iniciado suas campanhas de vacinação, especialistas de todo o mundo alertam que ainda deve levar algum tempo até que a pandemia seja controlada. Mesmo quem já foi vacinado pode transmitir e, por isso, apesar do alento, ainda precisamos manter alguns cuidados.

Até lá, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e usar máscara de proteção são as melhores formas para proteger a nós mesmos e aos outros. E também o jeito mais eficiente de cuidar dos nossos cães. Se o vírus fica longe das nossas casas, também fica longe dos nossos pets.

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